A ECONOMIA DA DESIGUALDADE
A desigualdade é consequência da concentração do capital? É transmitida
de geração a geração ou deriva das diferenças salariais, que por sua vez
resultariam do jogo de oferta e demanda do mercado de trabalho? É
possível reduzir a desigualdade de oportunidades com investimento em
educação? O sistema tributário moderno é capaz de promover a
redistribuição de renda ou é preciso uma grande reforma? A economia da
desigualdade demonstra que o antagonismo esquerda/direita do debate
político não discorda necessariamente em suas noções de justiça social,
mas sim nos mecanismos econômicos que produzem a desigualdade e em como
minorá-la. Em edição atualizada, incluindo gráficos e tabelas, o livro é
mais uma aula do renomado economista Thomas Piketty sobre a natureza da distribuição de renda e o
cenário econômico mundial.
ESTRANHAS CATEDRAIS
Um histórico sobre "gigantes que nunca dormiram" é a inspiração e fio condutor da pesquisa, agora traduzida no livro Estranhas Catedrais, de Pedro Henrique Pedreira Campos. A análise crítica identifica na ditadura civil-militar brasileira do período 1964-1988 a origem da inserção, contaminação e subordinação do tecido orgânico de Estado aos interesses do segmento dos empreiteiros. Em foco, o crescimento e consolidação das principais empresas do setor de construção pesada no Brasil, numa articulação que, segundo Pedro Henrique, propiciou o desenvolvimento expressivo, a modernização capitalista e a internacionalização das “gigantes do setor”.
Ao demonstrar as injunções políticas, estratégias e práticas que permeiam as relações da iniciativa privada e poder público e sua legitimação por "intelectuais orgânicos", a publicação constata e fornece elementos de compreensão acerca de "estado, poder e classes sociais no Brasil”, conforme sugere o prefácio, assinado pela historiadora Virgínia Fontes.
O CAPITAL NO SÉCULO XXI
Nenhum livro de economia publicado nos últimos anos foi capaz de
provocar o furor internacional causado por O capital no século XXI, do
francês Thomas Piketty. Seu estudo sobre a concentração de riqueza e a
evolução da desigualdade ganhou manchetes nos principais jornais do
mundo, gerou discussões nas redes sociais e colheu comentários e elogios
de diversos ganhadores do Prêmio Nobel. Fruto de quinze anos de
pesquisas incansáveis, o livro se apoia em dados que remontam ao século
XVIII, provenientes de mais de vinte países, para chegar a conclusões
explosivas. O crescimento econômico e a difusão do conhecimento
impediram que fosse concretizado o cenário apocalíptico previsto por
Karl Marx no século XIX. Porém, os registros históricos demonstram que o
capitalismo tende a criar um círculo vicioso de desigualdade, pois, no
longo prazo, a taxa de retorno sobre os ativos é maior que o ritmo do
crescimento econômico, o que se traduz numa concentração cada vez maior
da riqueza. Uma situação de desigualdade extrema pode levar a um
descontentamento geral e até ameaçar os valores democráticos. Mas Thomas Piketty lembra também que a intervenção política já foi capaz de
reverter tal quadro no passado e poderá voltar a fazê-lo. Essa obra, que
já se tornou uma referência entre os estudos econômicos, contribui para
renovar inteiramente nossa compreensão sobre a dinâmica do capitalismo
ao colocar sua contradição fundamental na relação entre o crescimento
econômico e o rendimento do capital. "O Capital no século XXI" nos obriga a
refletir profundamente sobre as questões mais prementes de nosso tempo.
A CASA DA VOVÓ
Este é um trabalho único, daqueles livros obrigatórios que de tempos em
tempos ajudam a entender melhor as agruras do país em que vivemos. O
jornalista Marcelo Godoy, que construiu nos últimos 25 anos uma
respeitadíssima reputação nas redações de grandes publicações,
dedicou-se por uma década à mais ingrata das tarefas
da profissão: fazer falar quem passou a vida se escondendo. Godoy ouviu
alguns dos mais ativos agentes da repressão da ditadura militar para
contar a história do DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações -
Centro de Operações de Defesa Interna) de São Paulo. Criado a partir de
uma operação semi-clandestina instituída pelo governo, a Oban (Operação
Bandeirantes), o DOI-Codi se transformou rapidamente, no início dos
anos 1970, no instrumento do regime de exceção para combater as
organizações de esquerda. Inicialmente, o alvo foi os grupos que optaram
pela luta armada. A doutrina do combate à guerra revolucionária
mobilizava os militares no Ocidente do pós-guerra, somada a elementos
apreendidos da experiência francesa na Argélia, inspirou a criação do
órgão que juntou policiais civis ligados ao Esquadrão da Morte com
militares que viam, como primeiro objetivo, eliminar os inimigos. Essa
lógica de investigação policial aliada a práticas e hierarquias
militares resultou numa máquina de tortura e morte que ultrapassou
qualquer limite de humanidade. Além de mais de duas dezenas de
entrevistas com homens – e mulheres – que defendiam o regime, Godoy
também realizou uma dedicada leitura dos principais livros e teses
acadêmicas sobre a repressão, o que lhe permitiu compreender, como nunca
havia sido feito, documentos inéditos que mostram as engrenagens do
DOI-Codi paulista e sua articulação com o sistema de informação e
repressão da ditadura. O aniquilamento de grupos guerrilheiros como
Molipo e ALN encontra, neste livro, sua mais completa e detalhada
descrição. Alguns dos crimes mais violentos da repressão também são
elucidados. Ou seja, este livro é imprescindível para que o país se
reencontre com sua história e memória.
Obs.: Adquirido com verba das multas.
AMERICANAH
Uma história de amor implacável ambientada entre a Nigéria, a Inglaterra e os Estados Unidos; um delicioso épico contemporâneo, obra-prima da premiada escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie.
Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idílio do primeiro
amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em
busca de alternativas às universidades nacionais, paralisadas por
sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao
mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela se depara pela
primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante,
mulher e negra. Quinze anos mais tarde, Ifemelu é uma blogueira
aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o
apego à sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze.
Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país
muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de
adolescência. Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma história de amor
para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito
racial e desigualdade de gênero.
DEVANEIOS SOBRE A ATUALIDADE DO CAPITAL
O livro 'Devaneios sobre a atualidade do Capital' é uma compilação - revista e atualizada - de uma série de conferências do professor Clóvis de Barros Filho - sobre o pensamento de Karl Marx. Nesta obra, o professor Clóvis de Barros Filho e seu colega Gustavo Dainezi explicam e refletem a respeito da famosa obra marxista 'O Capital'. Com uma linguagem bastante acessível, e próxima à oralidade, os autores buscaram fazer com que o leitor se sinta dentro da sala de aula. Durante os seus oito capítulos, o livro atravessa o essencial do pensamento de Marx no 'O Capital' e reflete sobre a sua atualidade, ponderando sobre os meios de comunicação, a religião, a educação, a linguagem e o Estado.
DENTRO DE TI VER O MAR
Em seu último romance, a escritora portuguesa, Inês Pedrosa, volta a explorar
sentimentos femininos que marcam sua obra para contar uma história que
tem como eixo central a busca pela identidade no mundo globalizado. Dentro de ti ver o mar é um livro escrito em múltiplas camadas que se
entrelaçam para falar de três mulheres independentes e dos homens que as
acompanham. Rosa, a protagonista, é uma jovem cantora de fado que,
perdida numa relação dolorosa com um homem casado, parte à procura do
pai que nunca conheceu. Essa jornada de autodescobrimento acabará por
levá-la ao Brasil. O desassossego da fadista Rosa cruza-se com o de
Farimah, engenheira iraniana que aceita um casamento com um soropositivo
português para fugir de um casamento forçado pelo pai. Mandela,
português de origem africana, e Luísa, a filha bastarda de um
aristocrata, são outros personagens centrais nesta história de
desenraizados, que se vão descobrindo cúmplices num mundo em que as
fronteiras nunca são tão fluidas como parecem.
ABSOLUTAMENTE NADA E OUTRA HISTÓRIAS
Admirado em seu tempo por escritores como Franz Kafka, Robert Musil e Walter Benjamin, e considerado hoje um dos mais importantes escritores de língua alemã do século XX, o suíço Robert Walser (1878-1956) permanece pouco conhecido do leitor brasileiro. Autor de poemas e quatro romances, é nas prosas curtas (reunidas em mais de vinte volumes de suas obras completas pela editora Suhrkamp) que o gênio de Walser se manifesta plenamente. Com minicontos, solilóquios, esquetes e improvisos escritos entre 1907 e 1929, esta antologia oferece um amplo panorama de sua produção. Uma caminhada pelo campo, uma viagem de balão, um quarto alugado, calças compridas, um macaco num café, flores, Kleist ou Cézanne, quase tudo ou "absolutamente nada" pode ser matéria para sua ourivesaria da simplicidade, do humor e da delicadeza. Como disse Hermann Hesse, "se Walser tivesse cem mil leitores, o mundo seria um lugar melhor".
O HOMEM QUE AMAVA MUITO OS LIVROS
O impenitente ladrão bibliófilo Gilkey roubou uma fortuna em livros raros. Porém, diferentemente da maioria dos ladrões que roubam para auferir lucro, Gilkey rouba por amor: amor aos livros. Talvez igualmente obsessivo seja Ken Sanders, o autointitulado "bibliodetetive", que dedica-se a capturá-lo. Com um misto de suspense, intuição e humor, a jornalista Allison Hoover Bartlett teceu sua narrativa acerca da perseguição ao estilo "gato e rato", que revela precisamente não apenas como Gilkey cometeu seus crimes e o modo como Sanders conseguiu capturá-lo, mas, também, explora o aspecto romântico dos livros, do anseio por colecioná-los e da tentação de roubá-los.
COLMEIA
As semelhanças entre o complexo e hierárquico mundo das abelhas e as mães da Escola Primária St. Ambrose não são uma simples coincidência. Em uma pequena cidade da Inglaterra, enquanto as crianças colorem desenhos nas salas de aula, mulheres como Rachel, Georgie, Heather e Jo aprendem valiosas lições sobre amizade e traição, sobre as leis que regem a comunidade, sobre a transitoriedade do poder e sobre o que fazer para ser convidada para todos os almoços de arrecadação de fundos para a nova biblioteca da escola. Com um olhar crítico e um tom irônico, Gill Hornby conta uma história irresistível, com observações apaixonadas, engraçadas e verdadeiras sobre a amizade feminina.
A NEBLINA DO PASSADO
Havana, verão de 2003. Passaram-se quatorze anos desde que o investigador Mario Conde, desiludido, abandonou a polícia. Nesse tempo, muitas mudanças ocorreram em Cuba, e agora ele com mais idade e mais cicatrizes na pele e no coração ganha a vida pacatamente, comprando e vendendo livros usados. A descoberta ao acaso de um valioso acervo coloca-o diante de um negócio magnífico, capaz de pôr um fim a todas as suas penúrias ao menos, as materiais. Ao abrir um volume raro, no entanto, ele encontra uma página recortada de uma revista na qual a cantora de bolero Violeta del Río, a Dama da Noite, anunciava o fim de sua carreira em pleno auge. Atraído pela estonteante beleza da cantora e intrigado com o que a teria levado a se afastar dos palcos, Conde se vê tentado a voltar a seus tempos de policial. Por sua conta e risco, inicia uma investigação, sem imaginar que despertará um passado turbulento escondido há mais de quarenta anos, com a fabulosa biblioteca.
É de Leonardo Padura, também, o excelente livro "O Homem que amava os cachorros".
O CANTO DA MISSÃO
John Le Carré é considerado em todo o mundo o grande mestre dos livros
de espionagem. Neste novo sucesso, Bruno Salvador, mais conhecido como
Salvo, é um renomado intérprete dos idiomas da África Central. Filho de
um missionário irlandês com uma congolesa, foi criado por irmãs
carmelitas. Casado com uma famosa jornalista, Salvo fez carreira em
Londres, trabalhando para as iniciativas pública e privada. Quando o
governo britânico o contrata para uma conferência em uma ilha do mar do
Norte, Salvo fica apreensivo. A reunião entre senhores de guerra,
integrantes do governo inglês e investidores estrangeiros pode colocar
em risco o futuro de seu país.
Obs.: Doação de Marisson Roberto Pacheco Fernandes (Banrisul)
HIBISCO ROXO
Os efeitos da colonização branca na África podem ser mais penetrantes e devastadores do que imaginam a economia e a sociologia. Na Nigéria dos celulares e da internet, o catolicismo de um grande capitalista, que oscila entre o altruísmo e a tirania religiosa e que rejeita as tradições de seu povo como bárbaras e profanas, ainda é capaz de assombrar a vida de sua família. Protagonista e narradora de Hibisco roxo, a adolescente Kambili mostra
como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai,
Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a
vida de toda a família. O pavor de Eugene às tradições primitivas do
povo nigeriano é tamanho que ele chega a rejeitar o pai, contador de
histórias encantador, e a irmã, professora universitária esclarecida,
temendo o inferno. Mas, apesar de sua clara violência e opressão, Eugene
é benfeitor dos pobres e, estranhamente, apoia o jornal mais
progressista do país.
Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.
Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual, mostrando os remanescentes invasivos da colonização tanto no próprio país, como, certamente, também no resto do continente.
O SUAVE MISTÉRIO AMOROSO
Destinado aos leitores interessados nas relações amorosas e aos
psicanalistas que trabalham com casais e famílias, este livro tem como
foco o casal que nos encanta com sua capacidade de sustentar e
potencializar o amor, em permanente renovação, num trabalho de
construção e desconstrução, e que se adapta às exigências que permeiam o
viver da família moderna e os desafios clínicos.
O CAVALO DE LATA
Jornalista e escritora, Janice Steinberg apresenta ao leitor um romance
que mistura memórias de família e suspense. Na trama, Elaine Greenstein
Resnick tem 80 anos e está prestes a se mudar para um condomínio para
idosos. Ex-advogada brilhante, antes que Elaine se desfaça de seus
arquivos e papéis pessoais, a Universidade de Southern California,
interessada em seu acervo, coloca à disposição dela um pós-graduando
para ajudá-la a organizar a papelada. De desenhos dos filhos e cartas
trocadas com o marido até lembranças da família de origem romena, a
protagonista de O Cavalo de lata se defronta com uma ferida do passado
que a leva a uma surpreendente viagem de volta às suas origens.
EM BUSCA DE UMA ESTRELA
Seattle, 1934. Na cidade arrasada pela Grande Depressão, crianças são abandonadas em instituições como o orfanato onde, sob a disciplina de freiras católicas, o garoto William Eng vive há cinco anos. É o único descendente de chineses do lugar, o que praticamente sela seu destino - aos 12 anos, tem poucas esperanças de ser adotado. Sua história sofre uma reviravolta no único dia do ano em que os internos do orfanato são premiados com um passeio ao cinema. Na tela, ele vislumbra a imagem da atriz e cantora Willow Frost, estrela em ascensão - o que vai levar William a pesquisar obstinadamente fatos do seu passado. A viagem emocional do menino William em busca de sua própria história é a metáfora de uma minoria étnica à procura de inclusão - pano de fundo para uma comovente trama de desencontro, perdão e redenção. Na figura da bela Willow Frost, a obra também presta um tributo ao cinema mudo e aos pioneiros artistas da minoria étnica. De ascendência chinesa, e tendo crescido nas cercanias da Chinatown de Seatle, o escritor best-seller Jamie Ford afirma que seu novo romance tem vaga inspiração em reminiscências familiares; seus avós se conheceram quando eram empregados da lendária Boate Wah Mee, locação importante na história.
ESCRAVAS DE CORAGEM
Belle já tinha problemas suficientes preparando a comida da casa-grande e
cuidando para se manter longe dos olhos de D. Martha e de seu filho,
Marshall. Eles não sabem que, na verdade, ela é filha ilegítima do
capitão James Pyke, por isso imaginam o pior em relação à preferência do
capitão pela escrava mestiça.
Ser responsável por uma menina meio doente que acaba de chegar à fazenda
é um tormento do qual Belle não precisava. A garota parece incapaz de
reter comida no estômago, mal fala, não se lembra de nada e, às vezes, é
até meio assustadora, com sua cara de avoada. Além de tudo é branca e
tem cabelos cor de fogo. Mas Belle sabe que, entre as pessoas que a
acolheram, a cor da pele não significa nada e por isso acaba recebendo
Lavinia de braços abertos.
Esse é apenas o início da saga de uma família formada por laços que vão
muito além do sangue. Uma história de coragem, esperança, força e amor à
vida.
O MENINO DOS FANTOCHES DE VARSÓVIA
Mesmo diante de uma vida extremamente difícil, há esperança. E às vezes
essa esperança vem na forma de um garotinho, armado com uma trupe de
marionetes - um príncipe, uma menina, um bobo da corte, um crocodilo...
O avô de Mika morreu no gueto de Varsóvia, e o menino herdou não apenas o
seu grande casaco, mas também um tesouro cheio de segredos. Em um bolso
meio escondido, ele encontra uma cabeça de papel machê, um retalho... o
príncipe. E um teatro de marionetes seria uma maneira incrível de
alegrar o primo que acabou de perder o pai, o menininho que está doente,
os vizinhos que moram em um quartinho apertado. Logo o gueto inteiro só
fala do mestre das marionetes - até chegar o dia em que Mika é parado
por um oficial alemão e empurrado para uma vida obscura. Esta é uma
história sobre sobrevivência.
SUINGUE, SAMBA-ROCK E BALANÇO
Em Suingue, samba-rock e balanço - músicos, desafios e cenários, o leitor encontrará um estudo da mistura samba, rock, iê-iê-iê brasileiro com outras experiências musicais regionais, do Brasil e do mundo. Suingue (Rio Grande do Sul), samba-rock (São Paulo) e balanço (Rio de Janeiro) são termos usados como sinônimos, quando se destacam as semelhanças, e como recurso de linguagem para revelar as sutis diferenças das experiências musicais. Revelando os desafios e a trajetória dos suingueiros, o livro reconstitui a imensa rede de compositores, instrumentistas, intérpretes, arranjadores e produtores da cena musical das últimas décadas.
A CIDADE & A CIDADE
Quando o corpo de uma mulher assassinada é encontrado na decadente
cidade de Bes’zel, em algum lugar nos confins da Europa, parece apenas
mais um caso trivial para o Inspetor Tyador Borlú. À medida que avança a
investigação, as evidências começam a apontar para conspirações muito
mais estranhas e mortais do que ele poderia supor, levando-o à única
metrópole na Terra tão estranha quanto a sua: Ul Qoma. As duas cidades
ocupam o mesmo espaço geográfico, mas constituem nações diferentes,
monitoradas por um poder secreto conhecido como a Brecha. Em ambas as
cidades, ignorar a separação, mesmo sem querer, é considerado um crime
terrível, mais grave do que cometer um assassinato. Romance
premiadíssimo escrito por um dos maiores nomes da fantasia e ficção
científica contemporânea.
MINHA VIDA SEM BANHO
Finalista do Prêmio Portugal Telecom por Olhos secos (2009), entre
outras distinções, Bernardo Ajzenberg conta, em seu sétimo romance, a
história de Célio, um homem que, num dia de inverno, resolve não tomar
banho por conta do aquecedor quebrado, tampouco nos que se seguem, dando
início a um verdadeiro projeto de vida. No romance, o autor retoma
temas caros a sua obra, como famílias fragmentadas, hipocrisia, relações
afetivas em xeque, solidão, raízes judaicas e a ditadura militar
brasileira, e mostra, numa trama contada a três vozes, como as pequenas
decisões cotidianas podem ter impactos devastadores na vida de cada um.
AMOR & CAPITAL
A biógrafa Mary Gabriel faz um mergulho profundo numa faceta pouco estudada da vida de Karl Marx: o lado humano e familiar do homem cujas obras redefiniram o mundo. Aliando o contexto histórico-político da Europa do século XIX, Gabriel revela aspectos da vida pessoal, como a influência de Jenny von Westphalen, que se casou com Marx quando ele ainda era apenas um jovem promissor. Ao longo de décadas de luta, o amor de Jenny por Karl seria sempre testado, enquanto ela esperava que o marido terminasse sua obra-prima, “O Capital”. A narrativa se estende longo de décadas por Londres, Paris, Bruxelas e Berlim, revela as sementes das revoluções e do amor que uniu um homem e uma mulher no meio do turbilhão da história.
A BIBLIOTECÁRIA DE AUSCHWITZ
"A Bibliotecária de Auschwitz" é um livro diferente. É uma história
verdadeira e cheia de detalhes a respeito de um professor judeu, Fredy
Hirsh, que criou uma escola secreta dentro do bloco 31, no campo de
concentração de Auschwitz, dedicando-se a lecionar para cerca de 500
crianças. Criou também uma biblioteca de poucos volumes com a ajuda de
Dita Dorachova, uma menina judia de 14 anos que se arriscava para manter
viva a esperança trazida pelo conhecimento e escondia os livros embaixo
do vestido. É um registro de uma época sofrida da história, mas que
também mostra a coragem de pessoas que não se renderam ao terror e se
mantiveram firmes usando os livros como "arma".
Foi como repórter que o autor, Antonio G. Iturbe, conheceu Dita Dorachova, principal inspiração do livro. Hoje com mais de oitenta anos, Dita ainda se emociona ao contar seu esforço em guardar pequenos livros costurados em seu vestido quando foi confinada no campo de concentração de Auschiwitz.
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