sexta-feira, 8 de maio de 2026

Leituras obrigatórias: um panorama sobre "Ideias para adiar o fim do mundo", de Ailton Krenak


O escritor, filósofo e líder indígena Ailton Krenak traz um diálogo
essencial sobre a separação entre a Humanidade e a natureza Quando começamos a ver a nossa maior riqueza como “objeto de consumo” ou “recurso natural” a ser explorado? Quando esquecemos que fazemos parte dessa natureza, e somos impactados diretamente por ela? 

O autor apresenta uma crítica contundente ao que chama de Antropoceno: uma era em que nossa espécie altera o clima e a vida de forma irreversível, mas permanece alienada em um consumismo exacerbado.

As ideias para adiar o fim do mundo, como o livro se apresenta, não são uma fórmula mágica para salvar o planeta, elas servem para aprendermos que o fim do mundo pode ser adiado através da nossa capacidade de contar histórias e de reconhecer o rio e a montanha como nossos parentes, de compreender de onde viemos e para onde podemos ir; é resistência através da subjetividade e do afeto.






quarta-feira, 6 de maio de 2026

Sugestão de leitura: Infocracia

 

"A técnica digital da informação faz com que a comunicação vire vigilância. Quanto mais geramos dados, quanto mais intensivamente nos comunicamos, mais a vigilância fica eficiente."

O livro Infocracia: Digitalização e a Crise da Democracia, escrito pelo filósofo coreano-alemão Byung-Chul Han faz uma análise aguçada sobre como a enxurrada de informações está, ironicamente, destruindo a nossa liberdade e a própria democracia. 
O autor argumenta sobre como estamos nos tornando “dados” para alimentar algoritmos voluntariamente, um processo que ele define como psicopolítica digital. Ao cedermos nossas informações de forma contínua e inconsciente, permitimos que sistemas algorítmicos influenciem nossa subjetividade. 
Para Byung-Chul Han, a conectividade total não nos libertou; ela nos aprisionou em uma vigilância invisível onde a verdade morreu em troca de cliques e a política virou entretenimento dentro do mundo virtual. 
Este é um livro curto e essencial para entender porque a comunicação online tem se transformado em um campo de batalhas, onde perdemos a capacidade de escuta e de debate.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Sugestão de leitura: Perifobia, por Lilia Guerra




"Meu pai não quis me dar nem nome e o marido que minha mãe arranjou quando eu já tinha nascido disse que só casava se ela não levasse filho de outro nas costas. Ela topou. Tinha um medo terrível de morrer solteira."

Se você busca uma leitura que transborde humanidade, precisa conhecer o trabalho de Lilia Guerra. É construída uma polifonia onde as vozes das mulheres periféricas assumem o protagonismo com uma força implacável. Lilia Guerra conta que criou o neologismo que dá titulo a esse livro depois de perceber o quanto a periferia pode causar desconforto ou até repulsa, entretanto, são histórias de gente como a gente, que luta para continuar existindo em espaços que o asfalto muitas vezes ignora, onde o transporte, a educação, a segurança e a saúde parecem tão distantes quanto a vida dos patrões, a muitos quilômetros dali. Com uma linguagem autêntica, a autora mistura o cotidiano com a denúncia social sem perder o lirismo.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Leituras obrigatórias para o vestibular de 2027

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul divulgou a lista das leituras obrigatórias para o próximo vestibular, abaixo segue os títulos das obras disponíveis na biblioteca:

Niketche: Uma história de poligamia - Paula Chiziane


Ideias para adiar o fim do mundo - Ailton Krenak



Mas em que mundo tu vive? - José Falero


O Avesso da Pele - Jeferson Tenório




Macunaíma: o herói sem nenhum caráter - Mário de Andrade



O Demônio Familiar - José de Alencar


Mrs. Dalloway - Virgínia Wolf


A teus pés - Ana Cristina César







sexta-feira, 13 de março de 2026

Sugestão de leitura: Para educar crianças feministas

 

"Ensine que 'papéis de gênero' são totalmente absurdos. Nunca lhe diga para fazer ou deixar de fazer alguma coisa porque você é menina."

Neste manifesto, a autora Chimamanda Ngozi Adichie nos entrega quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Em meio a tantas noticias de feminicídio no Brasil, ensinar as crianças desde cedo sobre igualdade e respeito, desconstruir a ideia de que existem 'coisas de menino' e 'coisas de menina' é o primeiro passo para formar adultos que não aceitem a violência de gênero como algo natural. Partindo de sua experiência pessoal como mãe e filha, Chimamanda nos lembra como é moralmente urgente termos conversas honestas sobre novas maneiras de criar os filhos, reforçando que a educação feminista beneficia a todos, pois permite que meninos sejam sensíveis e meninas sejam audaciosas.